A sociedade marroquina é extremamente religiosa, de forma que a vida dos cidadãos depende quase exclusivamente do que é dito pela religião: os dogmas, as normas e os mandamentos do islamismo praticamente ditam como a vida de um “bom” marroquino deve ser. Com tanto “poder” atribuído à religião, a ciência quase sempre fica em segundo plano, eles levam mais em consideração a fé do que o próprio conhecimento científico. Isso pode ser comprovado pela falta de investimento nas áreas que estudam a ciência e promovem seu avanço, assim, eles importam muitas tecnologias de outros países e raramente produzem alguma internamente.

Ainda assim, não é certo generalizar que todo o Marrocos é cego pela religião: há universidades como a “Academia Hassan II” que tem como objetivo contribuir para o avanço científico tanto fora como dentro do país. Essa academia pode ser vista com uma tentativa de incluí-lo nas pesquisas e avanços tecnológicos produzidos no mundo inteiro. São selecionados os bolsistas com base em seus méritos; membros e associados nacionais (como residentes estrangeiros) também fazem parte do grupo de pesquisa que mantem a academia. A “Academia Hassan II” apoia financeiramente e explica os estudos científicos de importância nacional.

Diante disso, podemos concluir que, por mais que muitas vezes a religião seja rígida e vista como mais importante que a ciência, ela é à base da sociedade marroquina e, portanto, essencial para todos os integrantes dessa sociedade.

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